Vamos abandonar a vitimização?

Há vários tipos de distorções cognitivas, ou seja, formas erradas de pensamentos. Quero comentar sobre uma delas: a vitimização.

Nesta distorção, olhamos para a vida com um pensamento e, consequentemente, com uma emoção de perseguição e de que o mundo conspira contra tudo que pensamos e sentimos. Dentro desta situação, acreditamos fielmente que somos a maior vítima do mundo, dos amigos, dos pais etc. Cabe relembrar que quando nos colocamos nesse papel estamos efetuando um erro de pensamento que não nos ajuda a crescer.

Na vitimização, a pessoa nunca se responsabiliza pelos seus sentimentos. Neste caso, sempre são os outros os responsáveis pela origem dos problemas e por aquilo que a pessoa está sentindo. Por exemplo: em um concurso que não passo, o problema sempre está no externo, ou seja, a prova que estava muito difícil, a família que não me incentivou para estudar, etc. Ou então:

“As coisas nunca dão certo para mim”
“Sou um azarado”
“A vida é injusta comigo”
“As pessoas são más comigo”

Não atribua a vitimização como traço da sua personalidade e que não se pode mudar. Nada disso. Você não é um/a coitado/a. Assuma o seu poder e jamais distorça a realidade.

Observe seus pensamentos e seus sentimentos para ver se em algum momento você não está nesse papel da vítima das situações. Se porventura você se achar nessa situação, procure sair dela, pois é uma das únicas formas que teremos de melhorar e resgatar todas as forças para termos um ano com garra e fé.